Hábitos que comumente são praticados pelas crianças: respiração bucal, chupar dedo ou chupeta podem desencadear problemas nas arcadas dentárias (mordida aberta, atresia maxilar, mordida cruzada, etc), como também problemas funcionais tais como hipotonia labial, fonação e/ou deglutição atípicas.
O que irá determinar o aparecimento e a gravidade desses problemas, será a tríade da prática do hábito, ou seja a freqüência (quantas vezes por dia), intensidade (força aplicada) e o tempo (há quantos meses).
Muitas vezes, quando o hábito é abandonado até os 4 anos de idade, poderá ocorrer uma auto correção, resultando então em um desenvolvimento normalizado.
Quando o hábito persiste, uma intervenção profissional (ortodontia/ otorrino/ fono) deve ser realizada, para dar condição da criança ter um crescimento e um desenvolvimento normal, ou seja, evitar que o problema se agrave até a fase da adolescência.
No decorrer do crescimento, pode haver uma desarmonia entre o tamanho das arcadas superior e inferior, esta deve ser tratada na época do surto de crescimento (meninas em torno dos 10 anos e meninos dos 11 anos), para que possa reorientar esse crescimento e assim corrigir a desarmonia.
Outro tipo de problema é a projeção (protrusão) dentária superior e inferior, que deve ser corrigido somente quando toda a dentição permanente estiver completa.
Se um tratamento for iniciado numa época “errada”, quando precoce, pode cansar a criança pois prolonga o tempo do tratamento, ou quando tardio, não obtém o melhor resultado.
Por isso, fiquem atentos para não perderem a época mais apropriada.
Arêas B.
Mestra em Ortodontia
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